Segundo a Polícia Federal, um deles, Maurício Ribeiro Prates(foto), está foragido. Ele foi solto na cadeia pública de Valadares de forma equivocada. As denúncias sobre o paradeiro de Maurício devem ser feitas pelo telefone 33 – 3212.9101.
Polícia Federal continua em busca de foragido
Último homem de quadrilha presa na “Operação Joio”, agenciador de pessoas tem endereço em MG e ES
GOVERNADOR VALADARES – Agentes da Polícia Federal de Governador Valadares, no Leste do Estado, passaram a sexta-feira à procura de um suspeito de integrar a quadrilha que agia na região com o tráfico internacional de pessoas para fins de emigração ilegal. O acusado não teve o nome revelado e não é considerado peça importante, mas sua prisão coloca fim a uma organização criminosa, que começou a ser desmantelada quarta-feira passada, durante a “Operação Joio”, e que resultou na prisão de 15 pessoas. As buscas se concentraram em Valadares, onde, de acordo com levantamentos da própria PF, funcionava a base do grupo, mas também em Vitória (ES).Segundo o delegado da PF em Valadares, Cristiano Campidelli, o foragido tem residência em Vitória, onde o mandado de busca e apreensão e de prisão seria cumprido na manhã de quinta-feira. Mas ele não foi encontrado na casa. Com informações de que estaria em Tumiritinga, a 60 quilômetros de Governador Valadares, onde moram os pais dele, policiais federais se deslocaram para a cidade do Vale do Rio Doce, mas quando chegaram, ele já havia fugido. “Nosso procurado tem residência nos dois estados e certamente foi avisado que estivemos em Vitória atrás dele”.
Ainda de acordo com o delegado, o homem que está sendo procurado atuava como agenciador. Ele identificava pessoas interessadas em emigrar ilegalmente, mediante o pagamento de US$ 15 mil, e as apresentava aos responsáveis pelo esquema, que incluia a montagem de documentos, inclusive o visto. Campidelli explicou que, ao contrário do que foi informado, ele não é o 17º membro da quadrilha que estaria sendo procurado, mas, na verdade, o 16º homem. Isto porque, 12 mandados de prisão foram expedidos e um não foi cumprido, justamente o dele, em Vitória.
Com isso, foram 11 os presos por força de mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal e mais quatro prisões feitas em flagrante durante a operação. Dentre os 11 estava contabilizado um homem que, na verdade, já estava preso provisoriamente há alguns dias por suspeita de envolvimento na quadrilha, e que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal durante a operação. Dez deles já têm passagem pela prática do crime de falsificação de documento público. “Estamos à procura é do 16º homem”, explicou, revelando que, na verdade, na Delegacia da PF em Valadares tramitam cerca de 50 inquéritos e cem pessoas são investigadas pela prática dos mesmos crimes:
Todos os presos na “Operação Joio” foram ouvidos na quinta-feira e transferidos no início da mesma noite para a cadeia pública, onde ficarão à disposição da Justiça. Eles foram indiciados por formação de quadrilha ou bando, com pena de reclusão de um a três anos, e falsificação de documento público, com pena de reclusão de dois a seis anos, além de terem que pagar multa. O valor não foi divulgado.
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